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As indústrias
de Minas Gerais confirmaram a expectativa e fecharam o ano de 2007 como as
que mais expandiram suas linhas produtivas, de acordo com dados da pesquisa
divulgada, nesta segunda-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, enquanto a produção industrial
brasileira cresceu 6%, a mineira chegou a 8,6%, mais de um ponto percentual
acima dos dois estados seguintes no ranking.
Doze das
quatorze atividades avaliadas apresentaram crescimento em 2007, cinco com
crescimento acima de dois dígitos: veículos automotores (21,7%), máquinas e
equipamentos (22,8%), produtos de metal (20,5%), celulose e papel (22,1%) e
indústria extrativa (12,1%). Entre os produtos que se destacaram estão
automóveis, eletro-portáteis, motoniveladoras, escavadeiras, celulose e
minério de ferro.
Os dois
setores que registraram decréscimo de produção foram o de alimentos (-0,5%)
e fumo (-0,6%). As atividades têxteis e de minerais não-metálicos, que
oscilaram ao longo do ano, conseguiram fechar o ano com leve expansão (0,13%
e 0,78%, respectivamente).
Dezembro
Na comparação
entre dezembro 2007 e dezembro 2006, Minas Gerais também registrou expansão
da produção de 7,2%, resultado maior do que o conquistado pelo Brasil na
média geral (6,4%). O destaque na comparação foi a indústria extrativa, com
expansão de 23,7%, puxado pelo desempenho da produção de minérios de ferro.
Na indústria
de transformação, os setores que sobressaíram foram os de produtos de metal
com 27,04%, graças à importante contribuição da produção de estruturas de
ferro e aço, e máquinas e equipamentos, com 24,53%. Outras atividades que
contribuíram para o bom resultado do mês foram veículos automotores
(114,06%) e celulose e papel (17,04%).
Por outro
lado, a pressão negativa mais relevante fica com alimentos (-4,4%), por
conta, sobretudo, dos itens maionese e leite esterilizado. Outras quedas
registradas aconteceram com o setor têxtil (3,9%) e de produtos químicos
(3,14%).
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