|
Minas Gerais,
o maior produtor de batatas para consumo do Brasil, com cerca de 1,3 milhão
de toneladas anuais, prepara-se para conquistar mais uma marca ainda este
ano, com a colocação no mercado de novas variedades do tubérculo com
finalidades culinárias específicas. Para isso, a Secretaria de Estado de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) vai renovar o acordo de
cooperação técnica Brasil/França com Minas Gerais para o desenvolvimento da
agropecuária no item relativo ao aprimoramento da bataticultura no Estado.
Entre as
variedades francesas específicas para uso doméstico estão a Canelle, Éden,
Emeraude, Eole, Naturella, Opaline e Soléia, para cozimento e fritura. As
batatas que devem ser utilizadas apenas para cozimento são as seguintes:
Baila, Casteline, Elodie, Floriane, Florice, Gourmandine e Isabel.
Para consumo
industrial destacam-se as variedades Chipie e Oceania, que se destinam à
produção de chips e palha; a Colorado é para pré-fritura e congelamento; e a
Gredine deve ser usada para cozimento e embalagem a vácuo.
Etapa de
plantio
“A secretaria
vai coordenar o trabalho de disseminação do plantio das novas variedades de
batata-consumo, etapa prevista no intercâmbio após as experiências
realizadas com o cultivo de batatas-semente”, informa Luciana Rapini,
assessora da Superintendência de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura
Familiar (Susaf) e coordenadora do intercâmbio pela Secretaria da
Agricultura. Os experimentos com as batatas-semente tiveram a participação
das instituições vinculadas (Epamig, Emater-MG e IMA), representantes do
lado francês no acordo de cooperação, associações dos produtores de batatas
e Ceasa Minas, entre outros.
Segundo
Luciana Rapini, entre os anos de 2001 a 2007, as atividades incluíram a
introdução das variedades francesas, o registro no Ministério da
Agricultura, a produção de sementes, a distribuição do produto aos
agricultores para teste de manejo das variedades (ambiente: clima, solo,
pragas etc). “Para 2008, a proposta apresentada à Agência Brasileira de
Cooperação (ABC) inclui a organização da logística da produção (volume,
variedade e periodicidade), a promoção comercial e a introdução das
variedades francesas no mercado segmentado, para consumo de acordo com as
preferências culinárias”, informa. Está prevista também a visita a Minas de
duas missões francesas de intercâmbio e acompanhamento do projeto nesta fase
específica.
Câmara
técnica
Outro suporte
para o desenvolvimento da bataticultura de Minas Gerais é a criação da
Câmara Técnica da Batata do Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa),
programada para o primeiro semestre do ano. Esta câmara, como as demais
criadas pela Secretaria da Agricultura, será um permanente fórum de debate
dos problemas dos segmentos que compõem a cadeia da batata, com o objetivo
de contribuir para a formulação de políticas públicas para o setor.
|
|