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Uma das bases para manter uma vida equilibrada e saudável é
respirar da forma correta, ou seja: respirar bem pelo nariz. Afinal, o ar é
o principal “combustível do corpo” e, sem ele, a vida humana é impossível.
Mas - apesar da respiração ser praticada de forma involuntária na maior
parte do tempo -, muitas vezes as pessoas desenvolvem hábitos respiratórios
errados, que acabam gerando doenças ou prejudicando a sua qualidade de vida.
Cerca de 30% da população
brasileira podem respirar mal em função das rinites, número que pode ser
ainda maior, considerando que muitas pessoas não procuram auxílio médico.
De acordo com o presidente da Academia Brasileira de
Rinologia (ABR), Renato Roithmann,
este número pode ser ainda maior se
computadas as infecções respiratórias, podendo chegar a
mais de 50%.
Baseada neste dado alarmante e preocupada em transmitir
informações científicas para o maior número de pessoas possível, a ABR está
lançando a campanha “Respire pelo Nariz e Viva Melhor”, durante o 390
Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia, que será realizado na
cidade de Belo Horizonte, de 31 de março a 04 de abril.
A proposta da campanha é fornecer a informação
médico/científica para a população de forma direta, simples e objetiva.
Dessa forma, os médicos passam a atuar tanto na prevenção quanto na cura das
doenças. Ou seja, como em qualquer outro segmento da medicina, quanto mais
cedo são identificados os problemas respiratórios, maior é a chance de cura
ou minimização do problema. Se puderem ser evitados através da informação e
de atitudes preventivas, melhor.
De acordo com Roithmann, o objetivo de todo esse esforço dos
médicos – que se dedicam voluntariamente à campanha - é mostrar à população
que o correto é respirar pelo nariz e a importância da respiração nasal.
“A pessoa que respira bem pelo nariz tem melhor qualidade de
vida em relação ao que respira mais pela boca. A respiração oral atinge a
garganta, o sentido do olfato, a qualidade do sono, a função pulmonar, além
de trazer muitos outros malefícios”, afirma o otorrinolaringologista.
Quando inspirado pelo nariz, o ar é umedecido, aquecido e
filtrado, evitando que as impurezas cheguem ao organismo. Por sua vez, a
respiração pela boca não prejudica apenas o sistema respiratório, mas também
gera impactos no desenvolvimento da estrutura óssea facial. Além disso, a
vida social de quem sofre deste problema também é prejudicada. “Em todas as
faixas etárias, quem não respira pelo nariz apresenta irritação, ansiedade e
depressão. Outros têm problemas com a audição, voz e até nas atividades
sexuais. Por estes motivos, o desempenho no trabalho e nas atividades
sociais é afetado”, afirma Roithmann.
A principal causa da respiração pela boca é a obstrução
nasal. Nariz entupido não é uma doença, é um sintoma de que algo está
errado. Os motivos variam de um resfriado comum e rinites até tumores. As
conseqüências também são diversas, dependendo da idade do paciente e da
gravidade do problema. Em todos os casos é essencial o exame da cavidade
nasal. O otorrinolaringologista dispõe de técnicas precisas para esta
finalidade, como por exemplo, a vídeo-endoscopia nasal.
A campanha que se inicia agora no início de abril será
contínua. Além de site na internet (www.rinologia.com.br),
contará com palestras, folders, cartazes e outros meios de divulgação.
Entre os temas abordados estarão: causas e conseqüências da obstrução nasal,
diferenças entre gripe, rinite e sinusite, distúrbios do sono relacionados
ao nariz, desvio de septo e hipertrofia de cornetos nasais, problemas do
nariz que afetam as crianças, problemas do olfato, tumores nasais entre
muitos outros.
A campanha “Respire pelo nariz e viva melhor” conta
ainda com apoio da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia
Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e dos laboratórios Bayer, Astrazeneca, Libbs e
Sanofi-Aventis.
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