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A Secretaria
de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) vai fazer a
certificação de 500 propriedades cafeeiras neste ano. O trabalho foi
iniciado em 2006, com os produtores ajustando as condições de suas
propriedades para a certificação. “Este é o passo inicial para a
certificação de 1.500 propriedades até 2011, entre elas unidades de produção
da agricultura familiar”, informa o assessor especial para café da
secretaria, Wilson Lasmar.
Minas é o
maior produtor nacional de café, sendo responsável por cerca de 50% da
colheita brasileira. O produto é o segundo mais importante das exportações
estaduais, perdendo apenas para o minério de ferro. De acordo com Lasmar, “a
certificação de propriedades deverá contribuir para o crescimento do
comércio internacional, porque dá suporte à produção de acordo com práticas
agrícolas sustentáveis, cada vez mais exigidas no exterior.”
O assessor
explica que “a propriedade certificada tem condições de produzir com
responsabilidade social e também de promover a preservação do ambiente e o
desenvolvimento econômico.” Ele acrescenta que essas condições de
sustentabilidade também já começam a ser exigidas pelo mercado interno.
“Portanto, interessa a Minas utilizar a certificação para expandir seus
mercados com o grão.”
Ações
integradas
A gestão do
programa de certificação das propriedades de café é feita pelo diretor-geral
do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Altino Rodrigues Neto,
coordenador do Programa Estruturador Certifica Minas. Existe um Código de
Conduta para a certificação, que foi implantado pela Emater-MG, IMA e Epamig,
entidades vinculadas à Secretaria de Agricultura.
A execução do
programa está a cargo da Emater-MG. Já o IMA faz a auditoria de cada
propriedade, a fim de comprovar o cumprimento do código. E a Empresa de
Pesquisa Agropecuária (Epamig) usará suas fazendas como modelo para a
visitação de produtores interessados. Serão realizados também novos
cadastramentos, devendo completar neste ano, no mínimo, 1.137 propriedades
em processo de certificação.
As
propriedades de café cadastradas para certificação estão localizadas nas
quatro regiões produtoras de Minas: Sul de Minas, Matas de Minas, Chapadas
de Minas e Cerrado. Além das 500 propriedades a serem certificadas neste
ano, está prevista a introdução de mais de 300 propriedades até 2009. Em
2010 serão acrescentadas 400, e no ano seguinte haverá mais 300
certificações, perfazendo o total planejado de 1.500 propriedades.
Agricultura
familiar
De acordo com
o assessor especial Wilson Lasmar, a certificação de propriedades cafeeiras
tem um significado especial para os agricultores familiares. “Eles terão
condições de participar mais do mercado porque receberão orientação
técnica”, informa. Com esse suporte, ele acrescenta, os agricultores terão
condições de organizar suas propriedades sem fazer grandes investimentos.
Lasmar
enfatiza que “os produtores com propriedades certificadas poderão
administrar melhor seus negócios.” Isso é possível porque o cafeicultor
integrado ao programa terá condições de visualizar seu custo de produção e
identificar os gargalos do processo produtivo. “Além disso, a certificação
torna o produto rastreável, um ponto fundamental para os compradores, que
querem saber a origem do café e de que forma foi produzido”, finaliza.
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