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A Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão federal que regula o setor de
energia, definiu, em reunião pública realizada nesta segunda-feira (7), o
índice negativo médio de 12,2%
para o reajuste das tarifas de energia elétrica da Cemig, que vigoram a
partir dessa terça-feira (8) até abril do ano que vem. Para os consumidores
residenciais da Cemig, o reajuste negativo será de 17,1%. Na mesma reunião,
a Aneel determinou reajuste negativo médio para as concessionárias Enersul
(-7,18%) do Mato Grosso do Sul, e Cemat (-8,08%) do Mato Grosso.
A Aneel, ao
definir um reajuste negativo para as tarifas da Cemig e outras duas
empresas, segue uma tendência iniciada no ano passado de reduzir as contas
de energia elétrica das concessionárias. No ano passado, a Aneel já havia
determinado reajuste negativo para as tarifas da Elektro (-20,65%),
Bandeirante (-13,9%), CPFL (-13,6%) e Eletropaulo (-12,66%), todas de São
Paulo, e, ainda, Celpa (-13,6%), do Pará, Escelsa (-12,45%), do Espírito
Santo, e Coelce (-9,42%), do Ceará.
As contas de
energia elétrica são reajustadas anualmente pela Aneel, em datas diferentes
para cada concessionária. A cada cinco anos, ocorre a chamada revisão
tarifária, que está acontecendo agora com a Cemig. Na análise das contas da
revisão tarifária, a Aneel considera os custos gerenciáveis e
não-gerenciáveis de cada concessionária.
Na primeira
revisão tarifária da Cemig, ocorrida especificamente em 2003, a Aneel
determinou um reajuste de 31,52%. Naquela época, influiu para a determinação
desse índice a inflação do período, a taxa de câmbio do dólar e encargos do
setor. Também em 2003, a Aneel promoveu reajustes de outras
concessionárias com índices bem próximos ao patamar definido para a Cemig
como: 33,86% para a Cataguases (MG), 25,25% para a Celesc (SC), 28,47% para
a Celpe (PE), 31,49% para a Coelba (BA), 31,29% Coelce (CE), 31,18% para a
Energipe (SE), 32,59% para a Enersul (MS) e 25,27% para a Copel (PR).
Cemig
A Cemig é a
maior distribuidora de energia elétrica da América Latina, com cerca de 6,5
milhões de consumidores. Desse total, 5,1 milhões são consumidores
residenciais. A conta de energia elétrica que chega à casa do consumidor
residencial da Cemig incorpora uma série de tributos, taxas e encargos. São
pelo menos dez impostos, taxas e encargos federais, o ICMS, que é o imposto
estadual, e a Contribuição para Custeio da Iluminação Pública, que é
repassada para os municípios.
Em Minas
Gerais, as contas com consumo até 90 kWh/mês estão isentas pelo Governo
estadual de pagar o imposto estadual ICMS. De um total de 5,1 milhões de
consumidores residenciais, cerca de 2,8 milhões são isentos, ou quase 60%.
Entre os consumidores isentos, estão ainda cerca de 1,9 milhão de famílias
de baixa renda, que além de pagarem uma tarifa mais baixa também estão
isentas do imposto estadual.
Com essa isenção, um consumidor de baixa renda com consumo
até 90 kWh/mês vai pagar uma tarifa de R$ 2,99 (consumo até 30 kWh/mês) a R$
16,43 (consumo de 90 kWh/mês). Nessa faixa de isenção de ICMS, estão também
900 mil consumidores típicos que pagam uma tarifa que varia de R$ 11,57 a R$
34,71. O impacto integral da redução começará a ser sentido nas contas da
Cemig que vencem em 3 de junho, quando já serão consideradas as novas
tarifas para todo o período de medição.
Veja no quadro
anexo como ficam os valores de tarifas residenciais da Cemig, a partir de
8/04/2008.
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Valores de tarifas
residenciais da Cemig |
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Consumo mensal (kWh) |
Baixa Renda ** |
Normal |
|
até 7/4/2008 |
a partir de 8/4/2008* |
até 7/4/2008 |
a partir de 8/4/2008* |
|
30 |
R$
3,60 |
R$
2,99 |
R$
13,96 |
R$
11,57 |
|
50 |
R$
9,00 |
R$
7,46 |
R$
23,26 |
R$
19,28 |
|
80 |
R$
17,11 |
R$
14,18 |
R$
37,22 |
R$
30,86 |
|
90 |
R$
19,82 |
R$
16,43 |
R$
41,87 |
R$
34,71 |
|
100 |
R$
33,26 |
R$
27,57 |
R$
68,65 |
R$
56,91 |
|
150 |
R$
63,29 |
R$
52,47 |
R$
102,97 |
R$
85,36 |
|
180 |
R$
81,32 |
R$
67,41 |
R$
123,56 |
R$
102,43 |
|
200 |
R$
94,67 |
R$
78,48 |
R$
137,29 |
R$
113,81 |
|
220 |
R$
108,02 |
R$
89,55 |
R$
151,02 |
R$
125,20 |
|
250 |
R$
128,04 |
R$
106,15 |
R$
171,61 |
R$
142,27 |
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(*)
Valores correspondem à tarifa cheia (medição realizada a partir de
10/5/2008)
(**) Consumidor que atende os pré-requisitos estabelecidos pela
legislação |
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Simulação a partir de reajuste definido pela Agência Nacional de Energia
Elétrica - Aneel, em 7/4/08 |
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