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Trinta e um anos após o
lançamento de “O Menino da Porteira”, verdadeiro clássico popular brasileiro
que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas, a dupla Jeremias Moreira
(direção) e Moracy do Val (produção executiva) volta a se reunir.
Jeremias e Moracy estão
refilmando o grande sucesso de 1977, agora com o cantor Daniel no papel do
boiadeiro Diogo (vivido por Sérgio Reis no filme original), e José de Abreu
como o vilão Major Batista, interpretado anteriormente por Jofre Soares.
Juliana, principal papel
feminino do filme, é agora vivida por Vanessa Giácomo. Maria Viana foi a
intérprete da versão anterior.
Com a ação ambientada nos
nostálgicos anos 50, este novo “O Menino da Porteira” tem suas filmagens
realizadas no município de Brotas, interior paulista, e na cidade
cenográfica especialmente construída no Pólo Cinematográfico de Paulínia
(SP).
A produção é da Jerê
Filmes, empresa com forte atuação no mercado de produção cinematográfica
comercial, várias vezes premiada no Brasil e no exterior. A distribuição é da Sony
Pictures
Daniel se prepara
como ator profissional
O cantor Daniel está levando
muito a sério esta sua nova empreitada como ator. “Estou passando por uma
preparação muito interessante, fazendo inclusive laboratórios sobre o
personagem, juntamente com outros atores do filme, gente que tem experiência
em atuar”, afirma.
O cantor aceitou o convite
prontamente, principalmente pela identificação que tem com o mundo
sertanejo. “Estou gostando muito de toda a idéia. É claro que existe uma
ansiedade, porque a responsabilidade é muito grande. Não é uma participação
menor, como já fiz anteriormente, mas sim o próprio personagem principal.
Agora é tudo muito diferente!”, diz.
Daniel foi instruído pelo
diretor a não assistir à primeira versão do filme, de 1976. “Acredito que
para não ter influências – explica – mas eu conheço a história, por causa da
música que fez parte da minha formação musical, e vi o filme há muitos anos,
mas não me lembro de quase nada”.
O vilão do filme será vivido
por José de Abreu, ator com dezenas de novelas e minisséries em seu
currículo, além de mais de 20 filmes para cinema. Entre eles,
“Mauá”, “Guerra de
Canudos”, “O Cineasta da Selva”, “O Guarani”, “Doces Poderes”, “Lamarca”,
“Faca de Dois Gumes”, “A Intrusa” e vários outros.
Revelada na telenovela
Cabocla, a carioca Vanessa Giácomo interpretará Juliana. Nos cinemas,
ele esteve “Os 12 Trabalhos” e viveu o papel principal de “Canta Maria”.
Marcou presença na TV em “Sinhá Moça”,
“Amazônia – De Galvez a Chico Mendes” e em “Duas Caras”.
Diretor defende a idéia
de um “Cinema Popular
Brasileiro”
Moracy do Val,
produtor executivo do filme, acredita que o “timming” para esta releitura de
“O Menino da Porteira” é dos mais adequados. “No ano passado, 2007, foram
completados 30 anos do lançamento da versão original com o Sérgio Reis.
Logo, com certeza existe hoje um enorme contingente de potenciais
espectadores nascidos após o evento, espectadores estes que certamente se
somarão à grande parcela dos milhões que já assistiram àquela versão tanto
no cinema, como na TV e em vídeo. Some-se a isso o fato de que a música ´O
Menino da Porteira` continua sendo a de maior sucesso no gênero, apreciada e
cantada pelas novas gerações e conservando o mesmo apelo popular da época do
primeiro filme”, afirma Moracy.
O diretor, Jeremias
Moreira, traz claramente a proposta de um filme que se comunique
diretamente com o grande público. “Estou partindo da idéia de um Cinema
Popular Brasileiro para elaborar a estética e a estratégia de comunicação do
filme. Em nossa história, a fluência narrativa está sendo trabalhada em
conjunto com uma abordagem estética baseada no conceito da verossimilhança.
`O Menino da Porteira` original, que é pioneiro e considerado um
clássico no gênero, merece uma versão mais elaborada e compatível com a
consistência estética do melhor cinema que se faz hoje no Brasil”, conclui
Jeremias.
A equipe conta com
técnicos e
profissionais de
primeira linha do cinema brasileiro
Os técnicos e
profissionais que integram a equipe do novo “O Menino da Porteira” é formada
por nomes de grande destaque do cinema brasileiro, entre eles:
Direção de
Fotografia de Pedro Farkas, o mesmo de “Não por Acaso”, “Zuzu Angel”, “Vida
de Menina”, “O Diabo a Quatro”, “Desmundo”, “Memórias Póstumas’, “Dois
córregos”, “A Ostra e o Vento” , “capitalismo Selvagem”, “A Marvada Carne e
dezenas de outros.
Direção musical
de Nelson Ayres, compositor, maestro e arranjador de renome internacional.
Atuou nas trilhas de “Dois Córregos” (em parceria com Ivan Lins), “O Xangô
de Baker Street” (parceria com “Edu Lobo”), “Garotas do ABC”, “Falsa Loura”,
e compôs músicas de época para a trilha de “A Hora Mágica”.
Carlos Nascimbeni,
um dos roteiristas (juntamente com Jeremias Moreira e Beto Moraes), é
também produtor adjunto do filme. Montou os filmes “Delírio e Morte de Um
Retirante”, e “O Pequeno Exército Louco”, de Lúcia Murat.
Além de vários curtas,
escreveu, dirigiu e produziu o longa-metragem “Made In Brasil”, pelo qual
recebeu o Prêmio Governador do Estado, de 1984, de melhor roteiro.
Em 2004 foi produtor
executivo do longa-metragem “O Martelo de Vulcano”, com a turma do “Castelo
Ra-tim-bum”. A partir dos anos 1990 trabalhou TV, onde escreveu e dirigiu a
minissérie “Colônia Cecília”, na Bandeirantes, dirigiu a telenovela
“Brasileiras e Brasileiros”, no SBT, o infantil “Castelo Rá-Tim-Bum” na TV
Cultura e foi Diretor Geral do Telecurso 2000 para a Fundação Roberto
Marinho.
Foi Gerente de Produção da
Fundação Padre Anchieta, responsável pela implantação dos programas RG, com
Soninha, Arte&Matemática, Ilha Rá-Tim-Bum, Jazz&Cia, Galera e Contos da Meia
Noite. Foi Diretor Executivo da TV Câmara São Paulo.
Produção Executiva de Moracy
do Val, um dos principais responsáveis pelo grande sucesso dos filmes
sertanejos dos anos 70, e da explosão do grupo “Secos & Molhados”, com João
Ricardo, Gerson Conrad e Ney Matogrosso.
Foi um dos fundadores
famoso Grupo Oficina e de seu teatro. Foi também sócio do Teatro Gazeta e do
Procópio Ferreira. Co-produtor de peças como “A Ratoeira”, “Godspell” e
“Hair” e dos shows “Noites de Bossa” no Teatro de Arena.
Na TV Excelsior foi um dos
produtores do “Ensaio Geral”, com Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa,
Geraldo Vandré, Tuca, Ciro Monteiro, Jacó do Bandolim e o maestro Radamés
Gnatalli.
Produziu os filmes “O Menino
da Porteira”, “Mágoa de Boiadeiro”, “Chumbo Quente” (três dos grandes
sucessos do gênero caipira), “Outro Lado do Crime”. “Diário da Província” e
“De Cara Limpa”.
Dirigiu a “Reserva
Especial”, primeira produtora e distribuidora de vídeo, especializada em
filmes brasileiros.
Direção e roteiro de
Jeremias Moreira. Ex-assistente de Luiz Sérgio Person e de Roberto Santos.
Foi Diretor de produção de “Pantanal de Sangue” (de Reynaldo de Barros),
“Efigênia Dá Tudo o Que Tem” (de Olivier Perroy), “O Predileto” (de Roberto
Palmari) e “Ato de Violência” (de Eduardo Escorel). Foi montador de “O
Predileto” e de “Diário da Província” (ambos de Palmari).
Dirigiu "O Menino da
Porteira", e “Mágoa de Boiadeiro”, dos quais foi também co-produtor,
montador e roteirista, e na seqüência, "Fuscão Preto".
No mercado publicitário,
dirigiu mais de mil comerciais, e foi premiado com o Leão de Ouro em Cannes,
o Galo de Ouro em Gramado, e o Grand Prix em Mar Del Plata.
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