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Observados por seguranças do Legislativo estadual,
federais fazem buscas em gabinete de deputado |
A Polícia
Federal prendeu na madrugada de ontem, durante a Operação Pasárgada, Jacó
Soares, supervisor de gabinete do deputado estadual Dalmo Ribeiro (PSDB),
presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa
de Minas Gerais. Durante quatro horas, agentes da PF estiveram no gabinete
do parlamentar, examinando documentos do funcionário. Duas agendas pessoais
de Jacó foram apreendidas.
O trabalho foi acompanhado por Ribeiro, que disse ter sido surpreendido com
o caso e negou conhecimento de qualquer atividade irregular do funcionário.
Evitando informar quem indicou ao seu gabinete o investigado, que é advogado
e lá trabalha há nove anos, o deputado salientou não pretender tomar
qualquer medida administrativa contra Jacó, antes da completa apuração dos
fatos. “Preciso avaliar. Não conheço o contraditório. Aqui, ele sempre se
portou como uma pessoa correta e inteligente”, acrescentou, informando que o
expediente do assessor é das 8h30 às 18h.
Ao chegar às 7h à Assembléia, Ribeiro foi informado pelos seguranças da Casa
de que a Polícia Federal tinha mandado para busca e apreensão em seu
gabinete. Os seguranças acionaram o presidente em exercício do Legislativo,
deputado Doutor Vianna (DEM), que viajava ao Sul de Minas. Pelo regimento
interno, apesar do mandado judicial, o presidente tem de permitir a entrada
da polícia. Depois de telefonar a Ribeiro, que já estava na Assembléia,
Doutor Vianna formalizou a autorização. “Dalmo Ribeiro disse que não tinha
nada a temer e ele próprio abriu seu gabinete. Nós queremos contribuir com o
trabalho da Polícia Federal. Não poderia deixar de autorizar o cumprimento
do mandato”, informou Doutor Vianna.
Em entrevista coletiva depois da busca da PF, Ribeiro procurou se
desvincular do fato, negando ter conhecimento das atividades de seu assessor
relacionadas à investigação. E sustentou: “No início da operação, fui
informado de que a investigação está concentrada no assessor Jacó. Facilitei
como pude o trabalho dos agentes da Polícia Federal”. Segundo o deputado, os
agentes chegaram com um computador e uma pasta de documentos e deixaram o
local com duas agendas de Jacó. “Eles nada encontraram aqui. Examinaram
todos os papéis. Eu fiz questão de indicar onde Jacó trabalha”, disse.
O assessor trabalha com Ribeiro desde 1997. Começou como atendente da
gabinete. Ao longo dos anos, foi promovido. Antes de ser contratado pelo
parlamentar, Jacó foi secretário de gabinete do ex-deputado estadual Raul
Lima Neto, já falecido.
Renato Weil/EM-Porltal UAI
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