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O governo de Minas vai
distribuir US$ 150 milhões, aproximadamente R$ 255 milhões, como bônus em
2008 a servidores públicos estaduais de setores que cumprirem metas do plano
de gestão fixadas pelo Palácio da Liberdade. O anúncio foi feito nessa
terça-feira pelo governador Aécio Neves, em Washington, nos Estados Unidos,
onde participa da Conferência da Rede Mundial de Gestão Econômica e Redução
da Pobreza, organizada pelo Banco Mundial (Bird). O bônus, comparado pelo
governador à distribuição de lucros feita por empresas do setor privado, é
uma forma de incentivar os servidores a contribuir para o alcance das metas,
segundo Aécio.
Conforme o governador, a intenção é de que Minas chegue a 2010 com todos os
853 municípios atendidos com estradas asfaltadas. Outra meta é, também em
dois anos, levar energia elétrica a todas residências urbanas e rurais. No
saneamento básico, o governo pretende, até 2010, tratar todo o esgoto
produzido nas regiões Norte e Nordeste, as mais carentes do estado. O
governo quer ainda, aumentar para 7,5 anos a escolaridade média de jovens de
15 anos. Em 2006, a média era de 6,8 anos.
Além de estarem atreladas ao bônus que os servidores poderão receber, as
metas estabelecidas pelo governo do estado foram apresentadas como
contrapartida ao Banco Mundial para concessão de empréstimo de US$ 1 bilhão,
aproximadamente R$ 1,75 bilhão, a Minas Gerais. A operação é a primeira com
essas características a ser fechada pelo Bird. O financiamento deverá ser
autorizado pelo banco no próximo dia 1º, durante reunião do conselho da
instituição. “O que nós estamos fazendo, de alguma forma, abre as
perspectivas para outros estados. Falamos em especial da questão do Rio
Grande do Sul. Há interesse do banco e eu reiterei a importância de que se
dê apoio à governadora Yeda (Crusius) no momento em que ela, na verdade, faz
aquilo que nós fizemos há quatro, cinco anos, para voltar a abrir espaço
para os financiamentos internacionais”, afirmou o governador.
Estímulo
O pagamento do bônus substituirá outras formas que o estado adotava para
premiar os servidores, a maior parte atrelada ao tempo de serviço, como
apostilamentos, biênios e quinqüênios. “Transformamos uma relação passiva
dos servidores dentro das repartições, das suas áreas de atuação – porque
não tinham estímulo para alcançar determinadas metas – por uma relação
absolutamente nova e pró-ativa”, disse Aécio.
O governador participou da conferência como único governante a proferir
palestra. O tema foi o chamado choque de gestão adotado no estado. A agenda
em Washington incluiu ainda audiência com o presidente do Banco Mundial,
Robert Zoellick, almoço com diretores da instituição, e encontro com o
secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson.
Nesse último encontro, durante almoço na sede do Tesouro, Paulson afirmou
ter ficado impressionado com o desenrolar do acordo entre o governo de Minas
e o Banco Mundial. O governador recebeu o estímulo do secretário para dar
continuidade ao modelo de gestão implantado no estado desde 2003, cujas
linhas gerais foram apresentadas a Paulson durante visita a Belo Horizonte,
em julho do ano passado. Durante o encontro, o governador reconheceu o apoio
da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos a vários
projetos implantados pelo estado, entre eles a montagem do novo sistema de
dados do Centro Administrativo, que está sendo construído em Belo Horizonte,
com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer.
Fonte:
Leonardo Augusto - Estado de Minas |
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