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China - Bolsas de plástico serão cobradas nos supermercados do país para lutar contra a poluição

(Jornal da Cidade - Inserida em 23/05/2008 - (16h05)

As bolsas de plástico deixarão de ser gratuitas a partir do dia 1º de junho na China, segundo uma nova lei que pretende lutar contra a chamada "poluição branca".

A medida é justificada na necessidade de proteger o meio ambiente em um país no qual por qualquer compra, por pequena que seja, se entregam bolsas plásticas gratuitamente em mercados e lojas.

A regulação foi elaborada pelo Ministério de Comércio, pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pela Administração Estatal de Indústria e Comércio.

Os comerciantes serão multados em até US$ 1.433 se derem bolsas plásticas, mas serão eles que vão fixar os preços, que nunca serão inferiores ao custo.

A disposição também esclarece que as bolsas deverão se ajustar aos padrões nacionais e serem compradas das empresas produtoras, atacadistas ou importadores devidamente autorizadas.

A normativa não se aplica às embalagens plásticas usadas por higiene e segurança de produtos alimentícios, tanto crus como cozidos.

A campanha, anunciada há vários meses, originou o fechamento em janeiro da maior fábrica de bolsas plásticas do país, na província de Henan, que produzia anualmente 250.000 toneladas do produto.

Fonte: Yahoo!

 

Brasil - Supermercados sem sacolas ecológicas acumulam R$ 2,5 milhões de multa. Redes acumulam multa de R$ 70 mil diários

 

As redes de supermercados Carrefour e WMS Supermercados do Brasil (que engloba os estabelecimentos Wal Mart, Big e Mercadorama), multadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) no dia 1º de abril deste ano em R$ 70 mil diários enquanto não apresentassem alternativas para as sacolas plásticas oferecidas em suas lojas, continuam sendo penalizadas. Nesta sexta-feira (16), a soma das autuações já ultrapassava R$ 2,5 milhões.

“Ainda não foram apresentadas soluções para o passivo ambiental gerados pelas sacolas feitas com plástico convencional, nem para a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, nem para o Ministério Público. Apenas foram protocolocadas defesas referentes às autuações do IAP”, explicou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues.

As defesas protocoladas estão em análise no órgão ambiental. “Mas já adianto que ainda há descaso destes estabelecimentos, que insistem em jogar para os consumidores, seus clientes, a responsabilidade pelo passivo ambiental”, comentou. Como exemplo, o secretário citou trecho da defesa encaminhada pela rede Carrefour: “Ocorre que, nem sempre, a sociedade está consciente do seu papel. Com efeito, a preocupação do Ministério Público do Paraná e do IAP – a utilização das sacolas de compras como saquinhos de lixo, fato que gera o passivo ambiental referido nas correspondências que precederam a lavratura do auto de infração -, é, de fato, falta de respeito com a natureza por parte de alguns cidadãos”.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente, Saint Clair Honorato dos Santos, contesta a afirmação da defesa. “Ao contrário do que é alegado, a sociedade tem dado mostras ao longo desta discussão de que é perfeitamente consciente de sua responsabilidade e que deseja a mudança”, afirma. “Cabe somente à empresa dar os passos necessários; neste caso a mudança de seus procedimentos”, completa.

MULTAS – A multa diária é a segunda autuação emitida pelo IAP a estas redes de supermercados multinacionais, que ainda não trocaram as sacolas de plástico convencional por outras ecologicamente corretas – como as feitas de papel, tecido ou plástico oxi-biodegradável, entre outros materiais menos nocivos ao meio ambiente.

A primeira autuação aconteceu ainda em fevereiro deste ano, quando as duas redes foram multadas em R$ 70 mil junto com a Companhia Brasileira de Distribuição (da qual fazem parte os supermercados Pão de Açúcar e Extra). “A maioria das redes paranaenses já adotou outros modelos ou apresentou soluções e dão exemplo às multinacionais que, em seus países de origem, já utilizam sacolas menos prejudiciais ao meio ambiente”, comentou o secretário Rasca.

A iniciativa de buscar alternativas para as sacolas plásticas é do programa Desperdício Zero, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, que tem como objetivo reduzir em 30% o volume de lixo gerado e eliminar os lixões a céu aberto no Paraná. Segundo dados do programa, de cada 100 sacolas disponibilizadas, apenas 15 retornam para reciclagem - ou seja, 85 ficam na natureza, provocando enchentes, poluindo Unidades de Conservação e fundos de vale, por exemplo.

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