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O próximo inverno, com início em 21 de junho, vai ser o mais rigoroso dos
últimos 10 anos. A previsão é de que a temperatura máxima atinja menos de 10
graus, nas madrugadas, em Belo Horizonte, informou o coordenador do MG
Tempo/Cemig/PUC Minas, Ruibran dos Reis. A causa de noites e dias gelados
está no fenômeno La Niña, que se caracteriza pelo resfriamento das águas do
Pacífico, na costa peruana, e que desta vez está mais intenso. “Todo mundo
vai ter que tirar as roupas de lã do armário, pois vai fazer muito frio
mesmo”, adianta Ruibran.
A onda de frio que atingiu o estado nos últimos dias, e provocou queda de
quatro graus na temperatura máxima – passou de 27 graus para 23 graus –, só
deverá ir embora a partir de quinta-feira. O coordenador explica que a
mudança brusca ocorreu depois da chegada de uma massa de ar polar, que fez a
umidade relativa do ar aumentar, chegando a 56%, e deu a sensação de mais
frio. “Há uma nebulosidade grande em todo o estado, com previsão de chuva,
para esta semana, no Sul de Minas e Zona da Mata”, disse Ruibran. Para a
agricultura, um dos principais problemas está nas geadas, já havendo
registro, em pleno outono, desse fenômeno no Sul de Minas.
Na segunda-feira, a friagem fez muitos moradores da capital abrirem as
portas do guarda-roupa e retirarem cachecóis, agasalhos de moleton, botas,
jaquetas de couro e até chapéus. “Adoro frio e já estou dentro da grande
tendência do inverno”, disse a professora de jornalismo e moda, Carla
Mendonça, ao passar pela região da Savassi portando o seu elegante modelito.
“Os chapéus de tecidos, feltro ou de couro, na linha 1920, tipo chapéu-coco,
vão estar em todas as cabeças”, contou a professora, que entrou numa das
lojas e conferiu as araras com as roupas femininas. “Eu fico feliz nesta
estação”, disse Carla.
Fonte: Jornal Estado de Minas |
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