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O proprietário da Mineradora Itajiporã, Maurilio Bueno |
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Estreita e mal conservada estrada oferece condição de passagem para
apenas um veiculo de carga |
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Vários são os pontos críticos que exigem habilidade do condutor no
detrimento do veículo |
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Estrada que leva a empresa, cascalhada por conta do empresário, também
apresenta dificuldades paro tráfego duplo |
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Instalações da Mineradora |
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Estrada do Boi, uma terceira opção também não tem condições de tráfego
para caminhões |
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A Ponte dos Pedrosos que a mais de quatro anos clama por reparos é
perigo eminente |
Desconsolado e
exasperado, Maurílio Bueno, proprietário da Empresa Mineradora Itajiporã,
que funciona à 1ano e oito meses, em Ouro Fino, está desolado com o
tratamento que vem tendo por parte dos dirigentes da prefeitura. Ele
reclama, principalmente das condições da estrada por onde tem que escoar seu
produto a qual não oferece condições satisfatórias de tráfego.
Segundo Maurílio,
já foram vários os contatos efetuados com os administradores municipais na
tentativa de conseguir melhorar a estrada, mas até agora nada feito.
Atualmente
empregando 14 funcionários diretos, todos moradores no bairro, Maurílio crê
que sua empresa não tem nenhuma importância para o município, principalmente
para a prefeitura, que diante desta situação nem resposta aos seus pedidos
tem dado.
Residente na
cidade de Campinas, Maurílio, veio parar em Ouro Fino, a pouco mais de cinco
anos, por se encantar com as belezas naturais da região. Ao percorrer
diversos locais da zona rural, se deparou com um sítio acolhedor nos
arredores do Peitudos, mais precisamente na localidade chamada de Itajiporã.
“Foi paixão à
primeira vista”, diz Maurílio, que não titubeou e foi logo comprando a
propriedade. Cercada por matas nativas em local acolhedor e com muitas minas
d’água, Maurílio se surpreendeu ao descobrir, após análise químicas e
geológicas, que no local existia uma fonte com grande capacidade de extração
de água mineral.
De acordo com
Maurílio, após a confirmação de que se tratava de uma água mineral de
excelente qualidade, veios os preparativos para a formação da Empresa
Mineradora Itajiporã Ltda., onde foram aplicados recursos da ordem de R$
1,450 milhão para dar início na extração.
Atuando nas praças
de Campinas e São Paulo, a empresa vem sofrendo quando se refere ao setor de
transportes. As estradas que dão acesso à empresa estão em precárias
condições. Muitos buracos, estreita com passagem somente para um veículo,
falta de cascalhamento, ponte sem condições de uso são os principais
problemas que tem levado transtornos não para o empresário.
A reportagem do
Jornal da Cidade esteve no local e constatou as más condições da estrada.
Em
busca de uma solução
Duas são as
estradas que levam até a Mineradora Itajiporã, a principal de ligação com
Peitudos, pela MG-459 (Ouro Fino a Monte Sião) e pela MG-290, entrando pelo
bairro Caneleiras. Ambas estão ruins, a por Caneleiras, que encurtaria a
distância de quem vem do Estado São Paulo, com 6,5 km até a empresa está em
precárias condições. Muito estreita impossibilita a passagem de dois
veículos e mais os buracos e o mato inviabilizam o tráfego para caminhões.
“Como podemos
aumentar a nossa produção se não temos condições de levar nem o que
produzimos atualmente”, diz Maurílio, que vê seu negócio impossibilitado de
expandir.
“Temos um contrato
fechado com uma empresa logística paulista que nos propôs uma parceria para
ampliarmos a produção. Serão novos investimentos da ordem de R$ 1,600 mi,
para a compra de maquinários e ampliação do prédio, o que deverá ocorrer
dentro dos próximos três meses”, explica o proprietário ressaltando que após
a conclusão serão gerados no mínimo mais 26 novos empregos.
Com as estradas
sem condições para o tráfego de caminhões, Maurílio conta que fica difícil
contratar frete para escoar os produtos. “Os caminhoneiros vem aqui uma vez
só depois de ver a situação da estrada. As empresas de transportes rejeitam
todas as nossas propostas, alegando não haver condições favoráveis para
chegar até a mineradora. Fica difícil”. Segundo Maurílio, quando chove a
situação é ainda pior. “É necessário a ajuda de tratores para desencravar os
veículos que atolam na estrada”.
Maurílio conta que
com a nova parceria firmada os produtos terão de ser transportados por
carretas e não mais por caminhões trucados, o que aumenta ainda o problema
para chegar até o local.
Comungando de
mesma opinião, o proprietário de uma empresa de extração de areia, conhecido
por “Chico areeiro”, é solidário a Maurílio. “Moço a situação aqui é essa,
que o senhor vê. Não tem condições”, diz ele à reportagem do JC.
Uma ponte,
conhecida por “Ponte dos Pedrosos” também leva risco por quem nela passa. De
acordo com a sinalização a estrada é viável para o transporte de veículos
com até 4 toneladas. Mas o estado em que se encontra a ponte ninguém se
arrisca a transpo-la.
Maurílio diz que
já ofereceu para prefeitura, através do encarregado da manutenção da zona
rural, fornecer o material para a reconstrução da ponte, mas até agora não
obteve nenhuma resposta. “Já faz seis meses que fiz está proposta para o
encarregado, a prefeitura entraria apenas com a mão de obra. Infelizmente
eles nem retornaram para dar uma satisfação qualquer que seja”, comentou
Maurílio citando que a atual administração municipal não vê sua empresa com
bons olhos.
De acordo com
Maurílio, a sua insatisfação e revolta nada têm haver com a pessoa do
Prefeito e nem com as dos vereadores, mas sim com a maneira como eles vem
conduzindo a administração municipal.
“O prefeito e os
vereadores são boas pessoas e bem intencionadas, mas como administradores do
município estão deixando muito a desejar”, desabafou Maurílio.
A reportagem
procurou pelo prefeito de Ouro Fino, na segunda-feira, dia 5, na prefeitura
por telefone, mas recebeu a informação que ele não se encontrava. Na terça,
a reportagem voltou a ligar e recebeu a notícia de ele estaria em Belo
Horizonte.
Nota: Fica aqui
registrado que o site Ouro Fino Online se dispõe a qualquer momento e hora
para publicar suas considerações a respeito da matéria.
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