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A colheita do café
está atrasada na região Sul de Minas Gerais e só começou em 5% das lavouras.
Segundo a Empresa de Assitência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater),
este seria o momento em que as fazendas deveriam estar investindo para
atender as exigências do Ministério do Trabalho. Contudo, a burocracia e os
gastos com a infra-estrutura da propriedade, aliados a outros fatores,
atrasam a colheita.
Neste ano, em vez de investir na colheita, os
cafeicultores apostam na compra de maquinários e contratando menos
trabalhadores que em safras anteriores.
As exigências com relação aos direitos trabalhistas
dificultam a contratação. Agora, os produtores são obrigados a contratar os
chamados safreiros com carteira assinada, recolher o INSS e o fundo de
garantia, além de pagar férias proporcionais e o 13º salário.
O trabalhador também terá direito a transporte,
condições básicas nos alojamentos, além dos equipamentos de proteção
individual, que devem ser fornecidos pelo contratante.
O preço médio de um kit com equipamentos de
segurança é de R$ 30, enquanto que a multa pelo não uso dos equipamentos ou
não fornecimento deles pode chegar a R$ 200.
De acordo com estimativas do
Ministério do Trabalho, cerca de 300 mil pessoas trabalham na colheita do
café na região. A Companhia Nacional e Abastecimento (Conab) prevê que nesta
safra serão colhidas 12,5 milhões de sacas no Sul de MG, que deve ser a
segunda maior produção nos últimos 10 anos. |
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