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Cláudio Carvajal*
O Comitê de Política
Monetária (Copom), responsável por fixar os juros básicos da economia
brasileira, subiu os juros em 0,75 ponto percentual nesta quarta-feira (23),
de 12,25% para 13% ao ano. Com a decisão, a taxa de juros está no maior
patamar desde janeiro de 2007. A SELIC é a taxa de juros que o Governo cobra
em média pelos empréstimos bancários. Quando ela aumenta, os juros ao
consumidor também tende a subir, tornando os empréstimos mais caros.
Desvantagens do aumento da
taxa SELIC:
1. Os juros altos
prejudicam o consumo;
2. A queda do consumo
prejudica as empresas;
3. Se as empresas não
crescem, aumenta o desemprego;
4. O capital estrangeiro
que vem atrás de juros altos é especulativo, e pode sair do país a qualquer
momento;
5. O investimento em
empresas fica menos interessante, pois as perspectivas de mercado pioram.
E por que o Governo aumenta
a taxa SELIC?
O Governo usa a taxa SELIC
para controlar a inflação. Se a taxa aumenta, há menos dinheiro circulando,
o que deve reduzir a demanda e, conseqüentemente, os preços dos produtos e
serviços.
A SELIC também influencia as
taxas de câmbio. Quanto maior a taxa de juros que o Governo paga, mais
atraente o país fica para investimentos estrangeiros, trazendo mais moeda
estrangeira, que passa a ter uma cotação mais baixa em relação ao real.
O que isso muda para o
consumidor?
Com a alta da taxa SELIC, o
consumidor deve evitar ao máximo utilizar crédito bancário como cheque
especial, financiamento de faturas de cartão de crédito, empréstimos
pessoais, etc. Quanto maior a taxa SELIC, mais caros ficam estes produtos.
Quanto menor a taxa SELIC, mais barato fica pegar dinheiro emprestado com os
Bancos.
E o que muda para o
investidor?
O aumento da SELIC
influencia os juros que os Bancos cobram quando emprestam dinheiro a alguém,
o que faz com que a remuneração da renda fixa aumente, tornando os
investimentos como poupança e CDBs mais atraentes para o investidor. Ou
seja, é possível aproveitar a alta dos juros para ganhar algum dinheiro com
renda fixa, que se torna mais competitiva em relação à renda variável.
*Cláudio José Carvajal
Júnior –
Coordenador dos cursos de Administração, da Faculdade Módulo. Master of
Business Administration - MBA Executivo Internacional - pela Universidade da
Califórnia (EUA), Bacharel em Administração de Empresas e Pós-Graduado em
Administração, pela EAESP/FGV.
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