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Minas Gerais deve alcançar, neste ano, uma safra de abacate de
aproximadamente 33 mil toneladas. A estimativa é da Secretaria de Estado de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em levantamento da
Emater. Até setembro de 2008, Minas já contava com uma colheita da ordem de
26 mil toneladas, aponta o levantamento. A colheita deste ano deve igualar a
produção de 2007
Os pomares de abacate estão espalhados praticamente por todo o território
mineiro, numa área de 2,4 mil hectares, mas o grande pólo é o Alto
Paranaíba, com uma produção de cerca de 23,2 mil toneladas em 1,5 mil
hectares de plantio, aproximadamente. Segundo o superintendente de Política
e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, “a maior oferta de
abacate no Estado é na base da monocultura, mas existe também a experiência
do cultivo consorciado”.
No Sul de Minas, onde área de cultivo alcança 375 hectares e a produção é da
ordem de 5,3 mil toneladas anuais, o plantio do abacate com o de café dá
bons resultados desde 1990. O sistema ganha força atualmente, porque
representa alternativa de receita e atende às recomendações para a
preservação ambiental.
O cafeicultor João Lincoln Reis Veiga tem 200 hectares plantados de café,
sendo cinco hectares em consórcio com pés de abacate. Os pomares estão
localizados na Fazenda Congonhal e na Fazenda Santa Lídia, no município de
Nepomuceno. “O abacate complementa a renda obtida com o café”, destaca.
Uma das grandes vantagens do cultivo do abacate em consórcio com o café é
que as grandes árvores representam boa proteção contra a geada, e o produtor
enfatiza também os bons resultados na parte de preservação ambiental. “Por
isso, pretendemos aumentar a área de plantio consorciado”, informa Veiga.
Essa decisão pode ser parte de uma estratégia maior de fortalecimento da
produção de café nas propriedades, porque o produtor diz que “a cultura está
atravessando um momento crítico, com preços baixos e mão-de-obra cara e
escassa”.
Fruta de mesa
O produtor afirma que o cultivo do abacate isoladamente também é lucrativo,
e nessa condição ele mantém o plantio da fruta em 25 hectares, com produção
direcionada para os mercados de São Paulo e de Belo Horizonte, o segundo
incluído recentemente. “Vendemos apenas para consumo de mesa e nunca houve
demanda de indústrias”, acrescenta Veiga. A cotação do abacate tem pequenas
variações, dando uma receita acima de R$ 8,00 para a caixa de vinte frutos
entre setembro e outubro. Para o produtor, há sinais de que as vendas deste
ano serão melhores que as de 2007.
De acordo com Veiga, a pequena variação dos resultados na área do abacate
tem sua explicação na demora da incorporação de novos pés na produção, cerca
de quatro ou cinco anos. A manutenção dos abacateiros não é muito cara, pois
o que a planta mais exige é a pulverização, e nesse caso o custo mais alto é
o dos equipamentos.orizoHH H
O maior produtor mundial de abacate é o México, ficando o Brasil em quarto
lugar no ranking, com uma produção aproximada de 173 mil toneladas em
área de 12 mil ha. A produção mundial alcança cerca de 3,2 milhões de
toneladas e área de 416 mil ha, segundo a FAO.
O Brasil tem grandes plantios de abacate principalmente na Região Sudeste,
seguida pelo Nordeste e Sul, sendo o Estado de São Paulo o maior produtor.
Nas outras posições estão o Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande
do Sul e Ceará. |
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