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Para estimular a escolha, utilização e fabricação de veículos mais
eficientes do ponto de vista energético, o Ministério do Meio Ambiente e o
de Minas e Energia lançam durante o Salão Internacional do Automóvel de São
Paulo o Programa Brasileiro de Eficiência e Etiquetagem Veicular. A
ferramenta escolhida é uma etiqueta, semelhante às usadas em
eletrodomésticos, que vai identificar em qual categoria o veículo está, além
de informações sobre o consumo e emissão de CO2. Estes dados servirão para
facilitar a comparação entre os modelos pelos consumidores.
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Reprodução/Ministério de Minas e Energia -27/10/08 |
Inicialmente, o programa vai abranger apenas os veículos leves movidos a
gasolina, álcool e gás natural. Os veículos movidos a diesel, os pesados e
as motocicletas, por enquanto, ficaram de fora da classificação, mas uma
futura implantação da etiquetagem para esta frota não está descartada. A
adesão por parte das empresas automobilísticas é voluntária, mas várias já
concordaram em participar: BMW, Chrysler, Ferrari, Fiat, Ford, GM, Honda
Hyundai, Kia, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot/Citroën, Porsche,
Renault, Toyota, Volkswagen, Volvo entre outras.
O uso da etiqueta
será opcional e, mesmo que apenas os veículos bem classificados estampem os
resultados em suas latarias, o consumidor poderá se informar por meio de
tabelas que estarão obrigatoriamente disponíveis nos pontos-de-venda de
veículos e no site do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro
www.inmetro.gov.br)e do Conpet (Programa nacional da racionalização do
uso dos derivados do petróleo e do gás natural -
www.conpet.gov.br). Diferente das tendências mundiais, na primeira fase
do programa não haverá divulgação sobre os valores de emissão de CO2 na
atmosfera.
A previsão é de que os veículos comecem a receber as etiquetas já em abril
de 2009. Como os resultados valem por um ano, os testes dos veículos deverão
ser realizados todo ano. O grupo técnico responsável pelos estudos de
implantação do programa é composto por representantes do governo, das
empresas fabricantes e importadoras de veículos e suas entidades
empresariais. As empresas assumiram o compromisso de informar os dados de
consumo de pelo menos metade de sua frota.
Categorias
Os veículos de passageiros serão classificados em categorias conforme a área
projetada do veículo no solo: subcompacto (até 6,5m²); compacto (de 6,5m²
até 7m²); médio (de 7m² até 8m²); grande (acima de 8m²). Os veículos
especiais serão classificados em quatro categorias que atendem critérios
técnicos específicos, predefinidos em normas: comercial leve, carga leve,
fora de estrada e esportivo. Os veículos de cada categoria serão
classificados em cinco faixas, de acordo com o consumo: de "A" (menor
consumo energético) a "E" (maior consumo energético).
O consumo será medido em MJ/Km (mega joule por quilômetro), sendo que MJ é
uma unidade de energia obtida a partir do volume de combustível consumido
(em litros), de gasolina, álcool ou GNV (m³), de acordo com seu poder
calorífico e sua densidade. Esta medida foi adotada para permitir a
comparação de veículos com combustíveis diferentes ou multicombustíveis. A
comparação é feita pela média aritmética dos consumos de cada combustível e
média ponderada dos valores de consumo em ciclos de condução padrão urbano e
rodoviário.
As medições serão realizadas em laboratórios acreditados pelo Inmetro,
podendo ser do próprio fabricante ou independentes. As etiquetas também vão
trazer os valores de referência de quilometragem por litro (km/l), a qual os
consumidores brasileiros estão mais acostumados, com gasolina, álcool ou GNV
(km/m³), na cidade e na estrada, além da classificação (de A a E) quanto à
eficiência energética.
Com
informações de Pedro Cerqueira - Estado de Minas |
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