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Fim de ano: 40% dos brasileiros pretendem reduzir gastos com as comemorações

(Jornal da Cidade - Inserida em 14/11/2008 - (10h)

 
 

Sem otimismo exagerado, o comércio da cidade acredita que o movimento deva ser maior que o do final do ano passado   

Com a chegada do fim de ano, os gastos tendem a aumentar por conta das comemorações do Natal e Ano Novo. Mas, com a crise financeira mundial, o brasileiro realmente vai gastar mais com as festas?

 

De acordo com a pesquisa realizada pela TNS InterScience, 40% das pessoas pretende reduzir os gastos do final de ano.

 

Desse total, 22% vão cortar de 10% a 30% dos gastos que fizeram em 2007 com compras e outras despesas de Natal. Outros 11% vão cortar de 30% a 50%, enquanto 7% vão cortar de 50% a 70%.

 

O estudo foi realizado no início de novembro, com 1.250 pessoas com mais de 18 anos, pertencentes às classes A, B, C e D, e residentes de cinco capitais: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Gastando sem preocupação

O levantamento ainda mostrou que, apesar da maior parcela representar aqueles que pretendem diminuir os gastos, 32% dos entrevistados afirmaram que suas compras e gastos de Natal e fim de ano não serão afetados pelas notícias da crise financeira no mundo.

 

A porcentagem dessas respostas por renda também foi reveladora: enquanto as classes A e B representaram, respectivamente, 29% e 21%, as classes C e D, tiveram maior representatividade, com 37% e 34%, respectivamente.

 

Além disso, outros 28% afirmaram que pretendem esperar até o começo de dezembro para decidir se os gastos com as comemorações de fim de ano vão aumentar ou diminuir.

 

Já em relação ao total da renda extra que o brasileiro vai receber (13° salário, bônus, comissões), o estudo revela que 28% será poupado e os 72% restantes serão destinados ao pagamento de dívidas - principalmente nas classes C/D -, compras e viagens.

 

2009

Mas e em relação ao orçamento para o próximo ano? Como será o comportamento do consumidor brasileiro frente à crise econômica mundial?

 

O estudo detectou que a maioria dos entrevistados, 56%, acredita que o país será totalmente afetado pela crise global.

 

Praticamente metade dos pesquisados (49%) argumenta que dificilmente o governo conseguirá controlar os reflexos negativos no consumo, apesar das medidas anunciadas pela equipe econômica nas últimas semanas para conter o impacto da recessão no mercado interno.

 

E ainda somente 24% acreditam que o governo Lula fará o possível para proteger e manter a economia distanciada do quadro internacional.

 

Pitada de pessimismo com toque de falta de clareza

De acordo com a diretora de Planejamento da TNS InterScience, Ivani Rossi, "o consumidor brasileiro mostra-se bastante pessimista ou não tem clareza do que poderá acontecer em 2009".

 

Ela explica que, no plano pessoal, 46% dos entrevistados acreditam que seus planos serão, em parte ou totalmente, afetados no ano que vem. Já outros 27% não têm percepção clara do que poderá ocorrer.

 

Os sinais de contenção, lembra Rossi, já são perceptíveis no setor de serviços, especialmente no turismo. "Neste mês de novembro, as vendas de passagens aéreas caíram 30% e o volume de gastos no exterior decresceu 50% em relação a agosto", compara.

 

Fonte: Equipe InfoMoney

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