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A nova estimativa da safra
brasileira, apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
nesta quinta-feira (6), aponta para uma produção entre 139,7 milhões e 141,9
milhões de toneladas de grãos, ou diminuição de 1,4% a 29% em relação à
safra anterior, que alcançou 143,9 milhões de toneladas. A maior redução
prevista é para o milho, pois segundo o levantamento da Conab o país vai
produzir, no máximo, 37,9 milhões de toneladas do grão na comparação com os
39,9 milhões de toneladas registrados no ano passado. Para a soja, a
estimativa é de uma produção de até 59,3 milhões de toneladas, em todo o
país, contra 60,1 milhão de toneladas na safra anterior, ou queda de 2,7%.
De acordo com a
Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Minas Gerais é o estado que
se apresenta com menor variação na queda de produção de grãos na Região
Sudeste. Essa região deve colher entre 16,9 milhões e 17,2 milhões de
toneladas de grãos na comparação com os 17,5 milhões de toneladas da safra
passada. A Conab prevê para Minas uma safra de até 10,4 milhões de toneladas
na comparação com os 10,3 milhões de toneladas da safra anterior. Caso
prevaleça a expectativa mínima utilizada como referência no levantamento, a
produção será de 10,2 milhões de toneladas e haverá uma diminuição de 0,2%
no volume de grãos.
O milho pode alcançar, em
Minas Gerais, uma safra de 6,5 milhões de toneladas na comparação com os 6,4
milhões da safra passada, aumento de cerca de 1%. Outro diferencial do
Estado em relação ao cenário nacional estimado pela Conab é que a
produtividade do milho nas lavouras mineiras pode alcançar quase 5 toneladas
por hectare, enquanto no Brasil o máximo previsto é de aproximadamente 4
toneladas.
Segundo o superintendente de
Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, a área plantada
de milho teve uma redução estimada de 1,5% enquanto no Brasil pode alcançar
até 3,1%.
A área estimada de soja, no
Estado, deve alcançar entre 883,1 mil hectares e 874,4 mil hectares, na
comparação com os 870 mil hectares da safra anterior, informa a Conab. A
produção da leguminosa nas lavouras mineiras está estimada em até 2,6
milhões de toneladas, contra um pouco mais de 2,5 milhões de toneladas no
ano passado. Neste caso, o aumento da produção de soja em Minas pode
alcançar 1,8%. O rendimento se aproxima de 3 toneladas por hectare, com
crescimento de 0,2% em relação à safra passada. No Brasil, a produtividade
média da soja é da ordem de 2,7 toneladas por hectare, com crescimento de
1,6% na comparação com o ano passado.
“Em Minas Gerais, a soja
ocupou uma parte da área liberada pelos produtores de algodão desestimulados
pelo alto custo dos insumos, sobretudo fertilizantes, que dependem muito de
importações”, explica o superintendente.
O cultivo de feijão em Minas
também se destaca nesta safra, com uma evolução média superior das
lavouras do Estado, na comparação com as estimativas da colheita nacional. A
produção de feijão da primeira safra, nas lavouras mineiras, deve alcançar
até 222,9 mil toneladas ou 10,6% mais que no ano passado. A produtividade
dessa leguminosa, em Minas, pode chegar a 1,1 tonelada por hectare, com
aumento superior a 5% na comparação com o rendimento do ano passado. Segundo
a Conab, a média de rendimento das lavouras brasileiras de feijão está
estimada em menos de uma tonelada por hectare. |
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