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Atendimento especializado pode salvar uma vida
Família de José Regis, falecido por enfarte em Campinas, tenta sensibilizar com abaixo assinado melhora no atendimento emergencial em Ouro Fino

(Jornal da Cidade - Inserida em 06/12/2006 - (15h30)

Um abaixo assinado está sendo realizado pela família do senhor José Regis Rennó Moreira, falecido no dia 23 de outubro passado, vítima de um enfarte.
A família deu inicio a um apelo pela melhoria e sulficientização do sistema municipal de saúde, pois deseja que não torne a acontecer uma fatalidade como o ocorrido com o seu ente querido ao ser encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal e a Santa Casa de Ouro Fino.
Os familiares de José Regis alegam que ao ser dada a sua entrada no Pronto Atendimento Municipal, na noite de 21 de outubro (Sábado), não lhe foi prestado o devido atendimento como enfermo, muito menos como

segundo a família.
Regis fora encaminhado para a cidade de  Campinas, onde foram detectadas as proporções a que chegara o enfarte que já se classificara com se tratando de um gravíssimo estado irreversível. Ficando então os médicos a realizarem a avaliação de seu estado através de uma junta médica, e ao final apresentarem para a família se ainda havia algum procedimento a ser realizado com o paciente, pois seu quadro chegara a proporções que só deixavam a hipótese da realização de uma cirurgia de ponte-de-safena; procedimento que seria ainda analisado quanto a efetividade da operação pelos médicos, porque mesmo que  

idoso com provável problema cardíaco; fato que ocasionou o seu falecimento três dias após na cidade de Campinas.
Para a devida apuração do ocorrido, a reportagem do Jornal da Cidade esteve com os familiares do falecido e tomou a versão dos fatos.
De acordo com o relato, naquela noite, José Regis havia sentido-se mal e fora encaminhado pela família ao Pronto Atendimento Municipal, já que as tentativas de conseguir um médico particular que pudesse atendê-lo haviam terminado sem sucesso.
Primeiramente a família ligou para Pronto Atendimento com intuito de informar-se da existência de um médico plantonista para examiná-lo, tendo que sim, questionaram então ao atendente se havia fila de espera para o atendimento; foi então que receberam a resposta de que haviam doze pessoas aguardando para serem atendidas. Por se tratar de um caso sério, a família alegou, - que não podia se dar por vencidos apenas pela fila, já que à um caso assim geralmente se é dado preferência para que seja realizado o atendimento médico.
Alguns minutos depois estavam dando entrada ao paciente no ambulatório; e verificaram que na verdade, por estranheza, não havia uma pessoa sequer na fila de espera.
Iniciado então o atendimento, não terminaram as preocupações; pois, de acordo com os familiares o procedimento não lhes foi a contento, segundo eles, os sintomas apresentados pelo senhor José Regis foi diagnosticado como dor na região do estômago, o que para os familiares aparentava tratar-se de algo pior.
Deu-se então, no local, o tratamento à um problema estomacal; sendo-lhe aplicado remédios e analgésicos por via venal, o que acabou ainda agravando ao fato; por ser de ação do analgésico a desperpção de uma dor que serviria de alarme a um posterior agravamento do quadro.
Apesar de haver a insistência da família pela realização de um eletrocardiograma, a médica, em primeiro instante, alegou que não havia a necessidade de tal exame, sendo que seria tratada primeiramente a suposta dor de estômago e que se houvesse a necessidade, trataria então de realizar o eletro. Sendo que geralmente de acordo com os padrões médicos; deve-se que seja feito primeiramente um exame dos possíveis quadros de maior gravidade, para que depois, já descartadas as hipóteses de um mal pior, se inicie o tratamento aos sintomas secundários; coisa que foi desconsiderada pela profissional.

Foi então que tomados pelo espírito de urgência, ligaram para o neto de José Regis, que também exerce a Medicina na cidade de Pouso Alegre, para que ele fizesse um apelo por telefone a sua colega de profissão de Ouro Fino para que fosse feito o eletrocardiograma em seu avô. Foi então que ao cientizar-se de que havia um chamado para a ela, por via de um funcionário; negou a atendê-lo pois disse que tinha de realizar ao tão clamado exame.
Ao ser realizado o eletro, a família então foi confortada pela médica dizendo que não fora constatado nenhum problema relacionado ao coração do paciente. Sendo que após exames realizados na cidade de Campinas, detectou-se que a essa altura José Regis já estaria com várias horas de profundo enfarto do miocárdio, ou seja, nada foi constatado pelo exame que deveria apontar a urgente necessidade de uma internação com o devido tratamento emergencial.
Então, ainda descontentes com o atendimento realizado, os familiares decidiram encaminhar o paciente à Santa Casa de Ouro Fino, para que lá fosse tentada a realização de um atendimento através de seu plano de saúde por um cardiologista especializado.
Mesmo assim não foi conseguida a devida assistência médica, pois de acordo com uma atendente; já haviam sido realizadas as tentativas de se conseguir um médico, e que ela não dispunha de autorização para a efetuação de outros pedidos. Apesar da utilização de todas as formas possíveis para o obtenção de um médico pela família, inclusive particulares; nada foi conseguido na noite de Sábado, dia 21.
Dado então pela afirmação de José Regis, de que não estava mais sentido a muita dor; a família acatou ao seu pedido de retornar para casa. Sendo que ele não consegui dormir naquela noite, pois queixava-se da dor após ter passado o efeito do analgésico que lhe fora antes medicado no Pronto Atendimento, acabando por ficar mais horas e horas enfartado em sua casa sem sequer saber de seu estado e absolutamente sem a devida medicação; coisa que seria imprescindível para que o pior ocorrido pudesse ter sido evitado.
Ao ser encaminhado novamente à Santa Casa pela manhã do dia seguinte, foi que conseguiu-se, não só o devido como mínimo tratamento; detectando na mesma hora um profundo enfarte de grandes proporções e já em infeliz estado irreversível, pelo médico que então o atendera.
Detectado então o grave enfarte, imediatamente foi lhe dada a devida medicação e encaminharam-no para a semi-UTI do hospital municipal. Em seguida  através das devidas medidas; José

fosse o caso, havia de se aguardar que o tratamento conseguisse fazê-lo resistir por uma semana; pois seu quadro não dispunha da possibilidade de uma intervenção imediata.
Infelizmente as otimistas expectativas médicas acabaram por não se concluir, porque devido ao atraso ocorrido na obtenção do devido tratamento; já não se podia intervir de maneira médica nenhuma, e então infelizmente, o senhor José Regis veio a falecer nas dependências do Hospital Samaritano de Campinas, no dia 24 de outubro.
Ainda sendo que após a transferência de José Regis para Campinas, seu neto tentou obter os documentos de seu avô que integravam ao seu atendimento em Ouro Fino, como uma cópia de seu eletrocardiograma e seu registro de prontuário no Pronto Atendimento Municipal, mas ambos não foram encontrados.
Após um certo tempo e o registro de uma queixa na Delegacia, quanto ao desaparecimento dos documentos, foi encontrada a cópia de seu exame de eletrocardiograma que havia sido realizado no Pronto Atendimento Municipal; já em situação de lixo, pois fora encontrado como uma bolinha de papel, todo amassado. Ficando agora à cargo da perícia a constatação de sua veracidade. E faltando ainda a ciência do paradeiro de seu prontuário, tido como desaparecido até a tomada destas informações por nossa reportagem.
Ficando agora os fatos à cargo de um sindicância que fora instaurada para a apuração dos fatos e motivos que levaram ao acontecimento presente, para que as razões pelas quais; nada fora constatado no primeiro exame e o desaparecimento do documento possam ser apurados e casos como esses não tornem mais a acontecer em Ouro Fino.
A reportagem do Jornal da Cidade, apurou que no setor de Cardiologia existe apenas um profissional para o atendimento. Segundo as fontes, recentemente um currículo de um médico cardiologista esteve para análise do Corpo Clínico da Santa Casa, currículo este vetado pelo próprio profissional atendente.
No último final semana mais um caso semelhante foi registrado no Pronto Atendimento, um paciente chegou ao local com fortes dores no peito. De acordo com os procedimentos; o médico cardiologista atendente foi requerido, mas sem sucesso, pois o mesmo não fora encontrado na cidade. O paciente foi rapidamente transferido para a cidade de Pouso Alegre e, felizmente, passa bem.
As informações são de que após esse outro episódio o Corpo Clínico da Santa Casa está admitindo novo cardiologista para atuar em seu quadro funcional.


 

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